terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Noite de Hard Rock em Porto Alegre





Para essa primeira postagem de fevereiro de 2015 quero falar sobre o show que acompanhei sexta-feira dia 06/02. Sai de Cachoeirinha por volta das 17:00 horas e não demorei mais do que 10 minutos para embarcar no ônibus da Transcal em frente ao Big Cachoeirinha. O ônibus demorou por volta de 25 minutos para chegar até a estação aeroporto do Trensurb de Porto Alegre, dali mais uns 10 minutos de caminhada até o Pepsi On Stage onde timidamente algumas pessoas já formavam fila para entrar no local. Mais meia hora aproximadamente de espera na fila e as portas se abriram. Rapidamente já estava na pista comum do local que tem também a pista Premium bem à frente do palco e os mezaninos nas laterais e de frente para o palco.Para não ficar de garganta seca logo no início do show, paguei R$ 8,00 Reais por uma latinha de Budweiser servida em um copo descartável. O pequeno público que já estava no local pode assistir a um curto, mas interessante show acústico da banda Elixir, da serra gaúcha, que abriu o show. Eles tocaram algumas músicas próprias e dois covers, Dream On do Aerosmith e Night Train do Guns 'n' Roses. Interessante que o pequeno público gostou bastante da apresentação da banda. Já vi muita gente ser execrada nessas aberturas, mas devido ao fato de não demorar a iniciar o evento e a banda ser interessante, isso não aconteceu, muito pelo contrário, o pessoal aplaudiu a performance e ainda pediu “Mais um”.
Em seguida entrou a banda Winger, liderada por Kip Winger e tendo como destaque o guitarrista Reb Beach, que eu já havia visto em 2006 com o Whitesnake. Eles fizeram um show curto, durando por volta de uma hora ou nem tanto. Confesso que estava receoso em relação a este show, pois Winger nunca foi uma das minhas bandas favoritas. Entretanto, gostei bastante da apresentação deles. Todos os músicos esbanjando talento, alegria e muito feeling. A banda prendeu bastante minha atenção, pois só após se despedirem que notei que o local já estava cheio. Na verdade, acredito que mesmo com as virtudes já observadas acima e a apresentação ser bem agradável, Winger não soma nada em termos musicais ou artísticos hoje em dia. É uma banda que possivelmente será esquecida novamente em pouco tempo. Talvez apenas tenha voltado á ativa por seu guitarrista estar tocando no Whitesnake paralelamente.
Você coloca uma banda que tem 30 anos de estrada, uma dezena de sucessos radiofônicos e que conta com uma dupla como Paul Gilbert e Billy Sheeham fazendo guitarra e baixo, não tem como dar errado. Embora o som estivesse um pouco ruim no início da primeira música, o show foi realmente na medida que podia se esperar. No início do evento o pessoal do bar comentava que o local estaria vazio por causa do tradicional êxodo para o litoral no final de semana, o que se constatou foi um bom público prestigiando os americanos do Mr. Big. Diferente do Winger, os integrantes do Mr. Big estão mais presentes na cena musical nos últimos anos. O próprio Mr. Big já havia tocado em Porto Alegre poucos anos antes e estão promovendo um álbum novo, e isso sempre é mais interessante do que mera apresentação comemorativa.
Não vi apenas fãs de Hard Rock, mesmo tendo os músicos que gostam de assistir e ficar babando com a técnica apurada dos músicos, o que se viu no Pepsi foram centenas de pessoas que estavam ali pela música de qualidade. Não era apenas uma celebração de um estilo específico e sim 3 horas de bom Rock n’ Roll embalado por três bandas que se mostraram muito competentes dentro de suas possibilidades. O Mr. Big tocou todas as suas canções que fizeram sucesso na década de 90 e mais algumas boas músicas dos seus últimos dois álbuns. É incrível ver Paul Gilbert e Billy Sheehan lado a lado na sua banda original, como crescem quando tocam juntos as músicas antigas do Mr. Big. A lamentar a voz de Eric Martin, que embora seja bom cantor, seu timbre fica mais irritante com o passar do tempo. Porém, isso já é algo que todos que conhecem o Mr. Big sempre conviveram, então não é algo que desabone a banda. Mesmo assim, o vocalista é carismático e simpático com os fãs, o que dá crédito a ele.
Para encerrar esse relato simples e sem as costumeiras fichas técnicas, só tenho a lamentar o fato de Matt Star mostrar ser um batera muito firme e vigoroso, pois Pat Torpey, ao qual sempre fui fã, mostra uma debilidade avançada devido a sua doença e pouco tocar seu instrumento, reduzindo sua performance a um kit de percussão ao lado da bateria principal e uma pandeirola. Menos mal que sua voz e sua alegria ainda estejam saudáveis e que tenha acompanhado a banda na turnê, ao invés de ficar em casa de repouso, devido a suas condições de saúde. Resumindo: A noite foi muito boa se considerarmos o alto valor da cerveja e o transtorno que sempre é voltar pra casa naquele horário, quase meia noite, após um evento na região onde se localiza o Pepse On Stage. É reconfortante saber que as velhas bandas ainda estejam na estrada e continuam sendo grandes bandas interessantes e estrelas do Rock, mesmo que tenhamos que considerar diversas coisas que deponham contra isso, ainda é válido revisitar essas histórias do Rock de vez em quando.
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