quarta-feira, 27 de maio de 2015

5 Albuns Indispensáveis de Heavy Metal Tradicional

          Saudações, pessoal! Nessa postagem quero falar de cinco albuns de Heavy Metal Clássico que eu considero indispensáveis para quem curte o estilo. A maioria dos fãs de Metal já os conhece e muitos conhecem muito bem, mas é sempre bom falar de coisas boas, então ai vai:
 
Paranoid do Black Sabbath: Este álbum lançado no segundo semestre de 1970, mais precisamente no di 18 de setembro, é o segundo trabalho da banda inglesa. Lançado apenas alguns meses após o primeiro, aqui temos musicas como War Pigs, Iron Man e Paranoid que permanentemente fazem parte do set list da banda ao vivo. Aqui podemos conferir todo peso e criatividade dos riffs da guitarra de Tony Iommi, a levada criativa de Bill Ward e as linhas de baixo geniais de Geezer Buttler, junte-se a isso os vocais inconfundíveis de Ozzy Osbourne. Merece destaque também a interessantíssima faixa Electric Funeral e a criativa Hand of Doom. O disco todo é muito bom e influenciou milhares de bandas ao longo dos anos. É surpreendente como o Black Sabbath segue forte e quase unanime de geração em geração e este álbum, junto com o primeiro,  continuam no topo da preferência dos fãs.


The Number of the Beast do Iron Maiden: Para muitos este não é o melhor álbum da Donzela de Ferro, entretanto, assim como o Paranoid do Black Sabbath, conta com 4 musicas que estão sempre presentes nas apresentações ao vivo como em coletâneas da banda: a faixa título, Children of the Damned, Halloweed be thy Name e Run to the Hills. Além de metade do álbum em permanente destaque, este é o primeiro álbum gravado por Bruce Dickinson nos vocais e a afirmação de Adrian Smith como guitarrista da banda. Tanto pela polêmica causada por uma associação da banda com o satanismo, como pela genialidade da capa, mas principalmente pela qualidade da banda em termos de produção e composição se comparada com o restante das bandas de Metal da época, pode-se afirmar que este é um dos cinco discos mais importantes de  influentes do Heavy Metal e o Iron Maiden não poupou esforços em divulgá-lo em suas apresentações ao vivo. Este disco foi lançado 22 de março de 1982 e assim como o já mencionado álbum do Black Sabbath ele permanece muito atual ainda hoje.


Painkiller do Judas Priest: Se algum leigo chegasse pra mim e pedisse uma indicação de um exemplo de álbum 100 % Heavy Metal eu apresentaria este álbum. Lançado no dia 3 de novembro de 1990, este é o primeiro disco do Priest com o baterista Scott Travis e já começa mostrando sua agressividade nos segundos iniciais da faixa titulo que abre os trabalhos. Painkiller é um álbum homogêneo em termos de qualidade. Muito bem produzido e gravado. Ele mostra um Rob Halford levando seu agudos ao limite da agressividade, cercado pelo paredão de guitarras de Glenn Tipton e K.K. Downing, que além de peso recheiam as composições com solos rápidos e constantes. Destaque par a bela e intensa A Touch of Evil,que conta com os teclados de Don Airey, ela tem uma intensidade comum ao álbum mesmo sendo mais lenta e com arranjo mais moderado. Na pegada intensa de Painkiller, Hell Patrol e Between the Hammer and the Anvil o Judas Priest redefine alguns conceitos de Heavy Metal para o inicio da década de 90 onde o Grunge começava a dar sua cara como uma opção mais simples de Rock.

Balls to the Wall do Accept: Não sei porque, mas este álbum foi me conquistando ao longo dos anos. Lançado no dia 5 de dezembro de 1983, ano importantíssimo para o Metal em geral em termos de lançamentos clássicos, este álbum tem um repertório muito coeso que mistura riffs clássicos de guitarra e os vocais clássicos de Udo Dirkschneider em sua melhor forma. A faixa título tornou-se um hino para os Metalheads, assim como as maravilhosas Love Child e Losers and Winners que mostram toda a maturidade musical da banda. O album todo é ótimo.


Don't Break the Oath do mercyful Fate: Em 1984 o Mercyful fate lança este álbum. Para muitos King Diamond é um gênio, para outros é um palhaço com uma voz irritante. Eu fico com a primeira opção. Lançar um disco com uma capa com um demônio no meio do fogo com os dizeres: “Não quebre o juramento” é genial. A banda dinamarquesa registrou faixas como A Dangerous Meeting e Come to the Sabbath, duas das canções mais marcantes do Metal. Musicalmente a banda faz um trabalho criativo com suas letras satânicas e suas levadas rápidas e criativas de guitarras e baixo. Muitos podem discordar da inclusão deste álbum neste top five, principalmente os mais jovens e radicais, mas eu sugiro um ouvida atenta nestes cinco exemplares e porque não fazer uma comparação entre eles.
          Mesmo havendo algumas considerações que fariam com que esta postagem ficasse gigante postas de lado, no meu gosto particular estes são os álbuns clássicos que eu indicaria para quem me questionasse sobre Heavy metal Tradicional. Há um cenário muito rico na Inglaterra no início dos anos 80 a ser explorado neste sentido chamado New Wave of British Heavy Metal, mas outras bandas de Metal Tradicional de outros lugares da Europa e também dos Estados Unidos contribuíram igualmente para a afirmação do estilo e que merecem uma atenção especial. Fica a dica.
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