sexta-feira, 24 de julho de 2015

5 Álbuns óbvios de Hard Rock

          Essa semana quero dar uma dica óbvia. Vou indicar 5 álbuns de Hard Rock, mas não quer dizer que sejam os melhores, mas sim os mais óbvios, que quase todo mundo já ouviu milhares de vezes ou ao menos conhece muito bem algumas musicas. O detalhe é que, mesmo sendo clichê, eles são álbuns excelentes, ao menos na minha opinião. Porém muita gente virou o nariz por causa do sucesso comercial deles na época. Há de se ter em mente o tamanha das bandas, antes ou após o lançamento dos trabalhos e sua repercussão. Também outro fator a ser considerado é a produção, normalmente de alta qualidade. 
Appetite for Destruction do Guns N' Roses é excelente. Mesmo com toda a critica em cima da banda e de Axl Rose, este album consegue ser pesado, bem tocado, berm produzido e ser também o endereço onde moram Sweet Child O' Mine, Paradise City e Welcome to the Jungle, três musicas que simplesmente são das mais representativas da história da musica em geral. Lançado em 21 de julho de 1987, para uma cena que já estava super saturada de bandas de Hair Metal, onde Motley Crue e Poison já dominavam as paradas. O Guns, só não conseguiu se destacar em meio a essas bandas como cresceu numa época em que o Hard Rock estava em baixa e o Grunge e o Metal Extremo estavam se espalhando pelo mundo. Possivelmente nessa época o banda era uma unidade composta pelos seus 5 integrantes trabalhando e vivendo para sua musica. Axl Rose ainda não era o ditador paranoico ou ainda não teria o respaldo da mídia para tanto. Todos os instrumentos, assim como os vocais parecem estar na mesma sintonia. Timbres matadores e ótimas canções são o resumo desse clássico do Hard Rock.
Slave to the Grind do Skid Row é o segundo álbum da banda e foi lançado em 11 de junho de 1991. Após um ótimo disco de estréia, a banda de Sebastian Bach pegou carona no sucesso do Guns n' Roses e mostrou ao mundo um disco eclético. Temos desde o peso Hard de Monkey Business e Livin' On a Chain Gang, as baladas radiofônicas In a Darkned Room e Wasted Time, o Punk de Riot Act e a cadência de Mudkicker e Get the Fuck Out. A faixa titulo surpreende com sua pegada quase Thrash Metal. O Grande destaque fica pela voz e a interpretação do vocalista Sebastian Bach, a quem a banda deve muito de seu sucesso comercial na exploração de sua imagem. Pena que ao vivo a banda não tinha a mesma qualidade e isso pode ter prejudicado demais para a sequência de seu trabalho. Os mais radicais não dera\m muita bola para a banda e os fãs de ocasião logo abandonaram o grupo, que acabou tendo diversos problemas acarretando na saída de seu vocalista e hoje toca em bares pequenos e é pouco presente em qualquer mídia, mesmo com o advento da internet.
Whitesnake lançou o álbum com o nome da banda em 4 de abril de 1987 e é o registro onde podemos encontrar Is This Love, Here I Go Again e Still of the Night. O disco é muito bom. A banda já tinha mais de 10 anos de estrada e conta com músicos muito bons e experientes. Destaque para as guitarras de John Sykes e os vocais de David Coverdale. Foi a grande aposta de Coverdale para entrar de vez no mercado americano e obteve grande êxito, pois foi nos  EUA que a banda fez mais sucesso com suas baladas e seu Hard Rock requintado, porém acessível. Com uma produção invejável, grande ingessão de dinheiro por parte da gravadora na produção de clipes e shows, a banda mostrou ao mundo que poderia tocar para multidões e com isso abriu caminho para bandas como Guns N' Roses encherem estádios. Mesmo o Hard Rock sendo um estilo popular desde os tempos do Led Zeppelin, foi nessa fase que esteve em maior evidência para o público em geral.
Lean Into It do Mr. Big  é mais um lançamento que entra no pacote das bandas temporonas de Hard Rock. Em abril de 1991 eles lançam este álbum que traria hits que ficariam famosos no mundo todo. Falo de To Be With You e Just Take My Heart que tocaram incessantemente nas rádios e MTVs da vida no inicio dos anos 1990. Porém, é em Daddy, Brother, Lover, Little Boy e Green-Tinted Sixties Mind que a banda mostra sua maior virtude, o trabalho de Paul Gilberto nas guitarras e Billy Sheehan no baixo. Os caras simplesmente se tornaram referências quase que inquestináveis em seus respectivos instrumentos. Para os mais radicais uma banda como o Mr. Big é motivo de desprezo, mas os instrumentistas em geral admiram a banda pela versatilidade e qualidade nos arranjos, mesmo que Eric Martin tenha uma das vozes mais irritantes do Rock, no pacote acaba encaixando bem. Pat Torpey é um baterista eficiente e faz exatamente o que as musicas pedem, sem exageros.
1984 é o sexto álbum de estúdio do Van Halen e trás Jump e Panamá como carros chefe de um disco diferenciado até certo ponto do estilo da banda. Este também é o ultimo trabalho de David Lee Roth com a banda antes de sair em carreira solo. Aqui Eddie já divide seu incrível trabalho de guitarra com diversas intervenções de teclado como em Jump, mesmo assim o resultado é excelente. Talvez este álbum seja o registro do auge da banda antes dos sucessivos problemas de diversas origens aparecerem fazendo com que a mesma, mesmo sendo incrível, penasse por inconstâncias e equívocos sonoros. Até este disco o Van Halen era 100% confiável. Eddie Van Halen pode ser um pouco menosprezado por uma nova geração que acha que toca tudo porque tem acesso a diversos tipos de tutoriais e dicas da internet. Esse cara foi um dos mais inventivos guitarristas do mundo depois de Jimi Hendrix e sua contribuição para a evolução do instrumento é fundamental. Não é atoa que 9 entre 10 guitarristas de geração seguinte a ele o citam como sendo uma das principais influências. 
          Bom, espero que tenham gostado e mais uma vez peço que deixem de lado o preconceito ou as ideias prontas e simplesmente mergulhem nesses álbuns ouvindo-os com atenção, pois podem surpreender positivamente mesmo sendo tão conhecidos. Afinal, músicos de qualidade não faltam nesses cinco trabalhos. Mesmo tendo sido sucesso de mídia e contando com grandes estratégias de marketing de gravadoras para vender o trabalho dessas bandas, é preciso parar e prestar atenção em todos os detalhes destes albuns, pois são muito bons acima de tudo.
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