domingo, 10 de julho de 2016

Entrevista Shana Campos

         
          Para algumas pessoas pode parecer estranho uma entrevista com uma modelo neste espaço. Costumeiramente posto textos e entrevistas relacionadas a música e produção musical, eventualmente falo de política e aspectos sociais, mas essa é a primeira vez que entrevisto uma ex-miss. Porém, Shana Campos é uma gaúcha apaixonada por Rock, trabalhou como DJ, cursou biologia e jornalismo na UCPel e participou de um evento chamado Meet & Greet com Robert Trujillo e Lars Ulrich do Metallica, podendo conversar, bater fotos com os caras e ainda assistir ao show da banda de cima do palco. Essa foi a principal motivação para essa entrevista, além é claro de outros aspectos interessantes sobre a modelo. No texto abaixo, Shana Campos fala de sua formação, sua participação no Miss RS, carreira de modelo, sua loja e sua paixão por Metallica e bandas de Rock em geral. 
          Paulo Ramos: _Observei em seu perfil no facebook que estudou em Pelotas. Você é natural de lá ou nasceu de outra cidade? Fale-me de sua infância e seu ambiente familiar para que os leitores possam saber mais a seu respeito.
          Shana Campos: _Nasci em Pelotas/RS e morei lá até meus 24 anos. Atualmente moro em Capão da Canoa, litoral norte gaúcho. Em Pelotas fiz faculdade de Biologia na UCPel e depois faculdade de Jornalismo também na UCPel, onde ainda no primeiro semestre de jornalismo conheci meu noivo e então acabei vindo morar em Capão da Canoa com ele. Minha família ainda mora em Pelotas. Sempre que posso vou visitá-los e também aproveito para matar a saudade da terrinha.
         PR : _Você nunca quis aprender a tocar um instrumento ou cantar para formar uma banda de Rock? Quais eram seus sonhos de criança?
          SC: _Eu costumo brincar sempre que este é um sonho frustrado. Hehe! Pois amo música e sempre quis saber cantar ou tocar algum instrumento. Mas acredito que nunca é tarde para aprender. Pretendo comprar uma guitarra e aprender a tocar. Claro que não para formar uma banda, mas pra "brincar em casa" e  me divertir com os amigos. 
          PR: _Além de modelo e DJ você tem alguma outra atividade? Você estuda ou planeja fazer outras coisas?
          SC: _Atualmente trabalho como modelo, trabalho em uma rádio na área comercial e também estou montando uma loja com uma amiga, a Coconut! @coconutfashiongirls. A minha carreira como Deejane está nesse momento em stand by.
          PR: _Sendo modelo e tendo a boa forma física e estética como ferramentas essenciais nessa profissão, quanto de tempo você dedica a manutenção da beleza? Quais os cuidados que você tem em relação a dietas e exercícios físicos?
          SC: _Não faço dietas e também não faço exercícios físicos. Embora eu tenha conciência de que não é certo! Preciso me exercitar! Pelo lado estético, mas mais pela saúde mesmo. Tomo bastante água e como de 3 em 3 horas. Tenho bastante cuidados com a péle, cabelos, unhas, maquiagens. Hehe! Gasto uma boa parte do tempo com isso e de dinheiro também. Haha! Sou muito vaidosa e feminina, gosto de estar sempre arrumada e de me sentir bem comigo mesma.
          PR: _Como você recebeu a notícia da morte de Fabiane Niclotti, que foi Miss Brasil a alguns anos? Você que é familiarizada com esse ambiente de glamour poderia conjecturar uma possibilidade de suícidio ou coisas do tipo?
          SC: _Fiquei chocada e bastante triste! Tive o prazer de conhecê-la em 2007, durante o Miss RS 2008, o qual participei representando Rosário do Sul e que ela foi jurada. Ela era uma inspiração para nós candidatas. Sempre simpática, com sorrisão no rosto. Um semblante leve, sabe? Jamais poderia imaginar que aconteceria isso com ela.  A depressão é uma doença que atinge e mata milhares de pessoas de diversas áreas, podendo também fazer parte da vida de pessoas que vivem ou viveram o glamour. Ahh, e diferente do que muitos pensam, a vida de modelo não é só glamour. É muito trabalho, cansaço, horas sem comer, horas em pé, salto alto..., não é nada fácil.
         PR: _Você deixa bem claro que é apaixonada por Metallica. Lembra em que momento a banda entrou na sua vida?
          SC: _Sou fã deles desde os 11 anos por influência do meu irmão mais velho que já curtia a banda. Lembro que gravei uma fita com 3 músicas e que eu ouvia toda hora. As músicas eram Nothing Else Matters, Fuel e Enter Sandman. Então fui conhecendo mais e a paixão pela banda só foi crescendo...
          PR: _Estar no palco com o Metallica depois de ser sorteada para o Meet & Greet foi uma recompensa do tamanho de sua paixão como fã? Descreva o que sentiu ao participar do evento e como foi o processo?
          SC: _É inexplicável a emoção de estar alí no palco, ao lado dos caras. Um sonho realizado. Embora soubesse que era muito difícil de acontecer, sempre acreditei que esse dia fosse chegar. E eu consegui! Foi emocionante! 
          PR: _Como você descreveria Robert Trujillo e principalmente Lars Ulrich como pessoas no tratamento com os fãs? Era aquilo que você imaginava?
          SC: _Foram super queridos e atenciosos. Mas, o Trujillo me surpreendeu positivamente. Muito gente boa! Nos deu mais atenção. No palco, vinha até nós nos cumprimentar. Uma pena o Kirk não ter participado do Meet & Greet. O James não participa há algum tempo, já sabíamos que era provável que ele não fosse. Mas ele veio nos cumprimentar no final do show. Quase morri! hahaha!
          PR: _Você é o tipo de roqueira que frequenta shows de bandas pequenas, bares e coisas do tipo, ou opta apenas pela segurança de shows de bandas consagradas? Tem algum contato ou interesse pelo lado mais underground do Rock?
          SC: _Adoro ir a shows e sempre que posso eu vou. Como moro em Capão, aqui não tem muita opção na cena underground. E também como meu noivo é DJ, sempre temos alguma festa ou evento à trabalho. Mas algumas bandas das quais sou muito fã eu costumo acompanhar. Viajo para vê-las.
          PR: _Além de Metallica, quais outras bandas você gosta e destacaria?
          SC: _Sempre fui muito fã de Metallica, Rammstein, Raimundos. Curto Arch Enemy, Sepultura... Clássicos do rock como, Pink Floyd, AC/DC, Led. Curto bastante as bandas de rock gaúcho.
          PR: _Conheço algumas DJs que trabalham em bares e eventos de Rock, principalmente. Você sente que é uma profissão que está tendo o reconhecimento merecido ou é algo ainda complementar para radialistas ou profissionais de outras áreas?
           SC: _Não falei muito sobre a carreira de dj, pois não estou tocando. É bem complicado, pois não tem muito mercado para galera do rock. E também porque meu noivo é dj, e eu acompanho ele. Então é muita correria. hehehe! Alguns eventos tocamos juntos.
          PR: _Sempre adorei rádio e pensei muito em tentar uma carreira nesse segmento. Já pensou em seguir carreira na comunicação, tipo rádio ou televisão? Já recebeu convites nesse sentido?
          SC: _Sim! Inclusive comecei a fazer jornalismo em Pelotas, pois queria muito fazer rádio. Foi aí que conheci meu noivo, radialista. Já, mas nada muito concreto.
          PR: _Quais foram os momentos que você considera mais importantes pra você profissionalmente e por que?
          SC: _O Miss foi o grande momento tanto pessoal quanto profissional. Pois foi a realização de um sonho, uma grande experiência profissional e um ótimo abridor de portas.
          PR: _Para quem quiser contratá-la como modelo, como entrar em contato com você e onde existe um material que possa ser consultado e ser usado como portifólio?
          SC: _Utilizo bastante minhas redes sociais, onde posto meu dia à dia e os trabalhos que costumo realizar. Podem me seguir no instagram @shanacampos ou então no facebook https://www.facebook.com/shana.campos.3.
          PR: _Alguma coisa a mais que gostaria de acrescentar que não foi abordado nas perguntas acima? Use esse espaço pra falar de projetos futuros, sugerir alguma página, o espaço é seu.
          SC: _Agora estou bastante focada na questão da loja. Sempre quis ter algo meu. Poder trabalhar com o que gosto, e ainda poder fotografar pra loja, está sendo demais. Estou bem empolgada com a Coconut.
          Desde o primeiro contato Shana Campos foi gentil, simpática e atenciosa. Tive a sorte de entrevistar pessoas muito diferentes como a vocalista de uma banda de Metal Extremo do Líbano, um produtor gringo conceituado, produtores brasileiros, músicos com carreiras internacionais, críticos musicais e agora uma modelo. Em comum essas pessoas tem sua paixão por música e Rock n' Roll, toparam compartilhar um pouco de suas idéias e seus trabalhos com os leitores do blog sem cobrar nada. Mesmo assim, todos demonstraram muita simpatia e respeito até o momento. Isso para mim não tem preço. A grande recompensa em fazer esse trabalho é poder ter contato com essas pessoas e tentar trazer coisas positivas para minha vida e a das pessoas que lêem cada matéria postada aqui. Cada pessoa que leu uma matéria e achou interessante, ouviu e gostou de uma banda que indiquei, leu uma entrevista com uma personalidade que admira, é tão importante quanto o conteúdo apresentado aqui, os entrevistados e eu mesmo, inclusive, pois não haveria razão de manter esse espaço se ninguém ler.
           Para finalizar esse texto, faço aqui uma mea culpa, pois mesmo sendo apaixonado por música, adorar compartilhar idéias, mesmo tendo experiência com bandas, produções, assinando revistas, conversando com pessoas do meio, não sou jornalista, sequer me preocupei em me preparar para escrever, entrevistar e até mesmo produzir o conteúdo. Desde que comecei a escrever nesse espaço, lá na metade de 2011, nunca me preocupei em alcançar um número grande de visualisações, apenas escrevia para meus amigos nas redes sociais, que frequentavam os mesmos lugares e gostavam das mesmas coisas que eu. Talvez seja petulância de minha parte querer entrevistar pessoas como Andrew Scheps, que trabalhou no último álbum do Black Sabbath, Kiko Loureiro que está em turnê com o Megadeth, Andréas Kisser do Sepultura, entre outros tantos que eu entro em contato, mas que ainda não deram retorno. Também tenho que pedir desculpas ás pessoas que entrevistei e que possam ter achado que eu representava um veículo de informação de renome. Como a internet está recheada de informações, opiniões e de besteiras, estou tentando fazer a minha parte da melhor forma possível para contribuir com a música, com os artistas, jornalistas, produtores e as demais pessoas que compartilham dessa paixão. Tenho ciência de que teria que me preparar melhor para qualificar esse trabalho, mas também não poderia cruzar os braços e ficar reclamando com os amigos e nas redes sociais simplesmente e não fazer nada. Meu objetivo é claro, levar informações e conteúdos que eu humildemente julgo relevantes e que possam contribuir para a vida de cada pessoa que dedica alguns minutos de sua vida corrida para parar e ler um de meus textos. Se você leu, pensou a respeito, mesmo que não concorde ou que não goste do conteúdo, meu trabalho está feito e pago. Muito obrigado a todos os leitores e colaboradores, de coração.

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