quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Desarmamento

          Fernando Henrique Cardoso, durante seu governo em 1997, criou o estatuto do desarmamento. Segundo muitas pesquisas, as armas de fogo causavam acidentes fatais e eram usadas por pessoas em discussões bobas, vindo a causar graves transtornos sociais. Muitos defenderam essa tese, artistas, intelectuais, pessoas normais, igreja, ou seja, gerou um amplo debate. Porém, muitos se opuseram a isso. Alegavam que, com toda a violência nas grandes cidades, isso ainda na década de 1990, o cidadão comum precisaria ter uma arma para se defender. Portanto, volta e meia este assunto volta para as manchetes de jornais e está constantemente sendo debatido, tanto nas ruas como nos ambientes políticos. O caso foi tão polêmico, que no governo Lula, em 2005, se realizou um referendo para consultar a população sobre o fim ou não do comércio de armas no Brasil. O resultado foi que 63% da população votou a favor do comércio de armas, indo contra a vontade do governo. Contrariado, o governo não pode proibir completamente o comércio de armas, mas impôs duras condições para que o cidadão comum pudesse adquiri-las. Essa foi a forma encontrada para fazer valer a vontade dos interessados, mesmo com a derrota no plebiscito
          Há uma explicação louca para que, tanto Lula quanto FHC, quisessem privar o cidadão comum de ter armas. Essa explicação passa longe de preocupação com acidentes ou mortes por motivos bobos. Há um trecho de "O Príncipe" de Maquiavel, que ele aconselha desarmar o povo para dominá-lo. Acredito que essa seja a principal motivação para não querer que os cidadãos tenham armas. Num país onde a propriedade privada é desrespeitada por lei, é normal que o governo prefira que o cidadão não tenha poder de fogo para reagir a qualquer investida contra seu patrimônio, seja por bandidos, ou mesmo pelo próprio Estado. Estranho que um partido como o PT, que tem guerrilheiros em suas frentes, seja a favor do desarmamento e ao mesmo tempo apoie as FARC e o MIR. O resultado desses procedimentos são fronteiras abertas para entrada de armas e drogas, facções criminosas controlando presídios e vários assassinatos todos os dias no Brasil. Ou seja, além de não garantir a segurança das pessoas, ainda dificultam que elas se protejam por conta própria. Basta verificar o aumento acelerado da criminalidade após as investidas do governo contra o comércio da armas.
          Não só sou a favor que um cidadão, sem antecedentes criminais, com um treinamento mínimo, possa ter sua arma em casa e pagando um preço justo por todo o processo. Só assim, quando algum bandido tentar entrar em sua casa ou levar seu carro, ele terá a chance de reagir á altura, pois agora os marginais levam grande vantagem. Do jeito que as coisas estão, bandidos invadem as casas das pessoas com a certeza de que não serão recebidos a bala, matam famílias inteiras e roubam tudo sem muita dificuldade. Segundo as estatísticas oficiais, apenas 8% dos assassinados são desvendados pela polícia. Destes 8%, a maioria é reincidente e ainda vai para um presídio onde facções criminosas  estão no comando. Basta olhar a situação atual e constatar que, como dizia na campanha do referendo, se aprovarem o estatuto do desarmamento, só os bandidos terão armas. E é o que está acontecendo, os bandidos estão mais bem armados que a própria polícia. Se os defensores do desarmamento civil estavam certos, por que os índices de criminalidade só aumentaram? Por que aqueles que faziam campanha á favor do desarmamento andam com seguranças armados?
          Não sou apenas a favor de que o cidadão possa ter sua arma, como também acho que, em alguns casos, deveria haver pena de morte. Quando vejo membros dos Direitos Humanos reclamando das condições dos presos e das ações truculentas dos policiais, soa como deboche para a população. Até indenização para as famílias de presos essas pessoas acham que é justo pagar. Esse conjunto de fatores contribuíram para a situação chegar onde chegou. Há registros de um mesmo delinquente ser preso 24 vezes. Isso gera uma sensação de impunidade que incentiva ainda mais as ações criminosas. Alegar que o governo não está envolvido diretamente com isso, é ser idiota a níveis extremos. Todas as ações politicas direcionadas ao combate a criminalidade, não só são inúteis, como, num aspecto mais amplo, só favorecem os criminosos. Nos EUA, quando bandidos veem uma bandeira do país em alguma residência que eles queiram invadir, já sabem que provavelmente serão recebidos a bala, pois os nacionalistas americanos tem essa cultura. Mesmo com muita gente querendo desarmar a população americana, eles ainda cultivam esse hábito de andarem armados. Aqui no Brasil, grupos invadem propriedades privadas ou públicas, ditam as regras de como as coisas funcionarão, e em muitos casos só saem com a posse de outra propriedade garantida. No Brasil, há quem diga que cortar o fornecimento de água, energia elétrica e internet de um estabelecimento invadido, é prática de tortura característica de exércitos tiranos. Bando de hipócritas populistas que só querem se fazer de vítimas para permitirem o caos urbano e a impunidade.
          Pode parecer radical e vai contra o "politicamente correto" tudo isso que disse aqui, entretanto, vemos a cada dia nos noticiários, não importa o veículo de comunicação, que as coisas estão piorando a cada final de semana. Enquanto políticos debatem teorias mirabolantes, mas que no fundo não servem pra nada, trabalhadores, crianças, idosos, são mortos ou vitimas de crimes violentos a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. A cada seis horas no Rio Grande do Sul, uma mulher é estuprada, segundo o levantamento feito pela delegacia da mulher. Não só a criminalidade tomou conta da situação, como tende a piorar ainda mais estes índices. Enquanto isso, jornalistas estão preocupados com a superlotação de presos nas delegacias. foram sugeridos contêineres para prender criminosos provisoriamente, mas os Direitos Humanos foram contra essa ação de barbárie. Chamaram de tratamento desumano. Ora, para essa gente, o correto é que todos os criminosos fiquem soltos, que os presídios se tornem centros de convenções de facções criminosas, só assim a criminalidade terá um tratamento mais humano. Eu quero ter o direito de poder estourar a cabeça de um meliante que tentar fazer mal a minha família, mas o cidadão de bem tem que seguir as leis impostas por estes imbecis, que além de incompetentes na gestão pública ainda são tão corruptos quanto qualquer outro tipo de bandido.
  

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