domingo, 5 de fevereiro de 2017

Xenofobia e racismo


          Imagine que você está em uma guerra. Sabe que inevitavelmente precisará matar para não morrer, porque os governos adversários decidiram isso. Você vê um soldado inimigo a sua frente, armado e com o mesmo objetivo que você tem. Você atira e mata aquela pessoa, um estranho, alguém que você nunca viu antes. Essa pessoa é filho, marido, pai de alguém e você acaba de golpear sua família de forma cruel. Mas tem uma justificativa, é uma guerra. Você pode voltar para sua terra como herói. Coisas assim escreveram grande parte da nossa história. Mas, se analisarmos qualquer guerra, veremos que são apenas homens e máquinas, matando outros homens, destruindo cidades e famílias. Isso é patético. Mas, os motivos para que as guerras aconteçam as vezes se justificam. Mesmo assim, a existência delas, independentemente da motivação, é algo absurdo e assustador. Quando uma guerra é contra outra nação por causa de poder, religião ou política, isso é prejudicial para todos, não importa quem vença. Mas quando é por diferenças raciais nunca haverá um vencedor. Muitas vezes essas guerras nem são entre nações e sim entre conterrâneos de raças diferentes, como acontece muito na Africa, na guerra civil dos EUA, nas revoluções na Russia e na China,  para citar exemplos.
          Acredito que uma nação tem que ter sua soberania, ter um rigoroso controle de fronteiras e sempre priorizar o bem estar de seu povo. Isso não quer dizer que sou a favor da xenofobia. Entretanto, se dez mil imigrantes entrarem num país e um deles for um terrorista e matar dez pessoas, o prejuízo é muito grande para a nação. Isso tem acontecido na Europa e em outros lugares do mundo. A imigração ilegal faz com os chamados coiotes, pessoas que fazem travessias de gente entre fronteiras, ganhem muito dinheiro de pessoas desesperadas e poe em risco suas vidas. Não tem como não ficar comovido com a situação de certos povos, onde a miséria e a destruição afugentaram seus cidadãos. Entretanto, temos que sempre pensar no preço que pagaremos ao receber estrangeiros. No Brasil, temos pessoas vindo da Venezuela, Nigéria, Haiti, entre outros. Nesses casos, são pessoas fugindo da miséria e da guerra. Mas, os venezuelanos cruzam as fronteiras procurando produtos essenciais para higiene e alimentação e nosso governo manda dinheiro para o governo de lá. Vemos propagandas de que os sistema de governo lá é o correto, que Inglaterra e Estados Unidos que estão errados. O resultado disso tudo é o nosso país mandar dinheiro para outros por motivos obscuros, enquanto deixa pra nós uma crise sem precedentes.
          Não tenho nada contra os indivíduos que vem para nosso país em busca de vida nova. Não gosto de ver essas pessoas nas mesmas condições que muitos brasileiros, que passam as mesmas necessidades sem deixar sua pátria. No Haiti, em alguns outros países da América Central e da África, com certeza há muita miséria, mas no Brasil também há pessoas precisando de atenção pelos mesmos motivos. Se na Venezuela há crise politica e econômica, no Brasil também isso também é uma realidade. Portanto, que o Brasil proteja suas fronteiras contra a entrada de drogas e armas pesadas de outros países. Precisamos resolver nossos problemas antes de acolher estrangeiros e mandar dinheiro para outros países. Por eu querer um país forte e soberano, me incomoda ver tantos imigrantes chegarem ao Brasil, afinal, diferente de outros países, o Brasil não tem nada a oferecer a não ser abrigo e comida mesmo, por enquanto, nem emprego há mais. Muita gente vai para outros países em busca de qualificação profissional, qualidade de vida, oportunidades de emprego. Infelizmente, quem chega ao Brasil, não tem acesso a nada disso. Precisamos ajeitar a casa para nossos cidadãos antes de receber hóspedes. Se os imigrantes fizeram muito pela construção do país, é hora dos brasileiros fazerem por si, para depois sim, poder prestar socorro a quem precisa.
          Um problema muito maior que o caso dos imigrantes supracitados, é o racismo interno. Brancos que odeiam negros, negros que odeiam brancos, mas todos filhos da mesma terra. Brasileiros com antepassados distintos, mas vivendo na mesma realidade. O negro tem sua história, sua cultura e sua importância, mas a cor de sua pele não o faz melhor e nem pior do que ninguém. Assim como escrevi na potagem sobre os homossexuais, dividir brancos e negros com politicas de quotas, propagandas e manifestações não vai reparar a dor dos escravos e os prejuízos sociais sofridos. Há de se considerar o cidadão pelo seu nome, seu caráter, sua importância, mas nunca pela sua cor. Dennis Glover, ao ser perguntado sobre a melhor solução para combater o racismo, respondeu que era parar de falar sobre isso. Infelizmente, conheço pessoas que não gostam de negros. Por outro lado, já sofri ataques de negros por eu ser branco. Uma coisa não justifica a outra. Não odeio negros, muito pelo contrário, minha esposa é filha de um negro, assim como não quero que me odeiem, pois tive vários colegas negros na escola e no trabalho. Saber respeitar e conviver com essas diferenças é uma demonstração de civilidade e bom caráter.
          Tenho meus motivos para não gostar que pessoas venham de fora e acabem sofrendo o que muitos brasileiros já sofrem. Também não concordo com quotas para negros em aspecto nenhum. Todos tem que ser tratados da mesma forma. Se o menino negro não tem acesso a oportunidades melhores por ser pobre, por isso precisa de quotas para entrar na faculdade, por exemplo, como fica a situação de quem também é pobre, mas não pode ter o beneficio de quotas por que é branco? Há de se ter a consciência de que a cor da pele é apenas uma característica do individuo, não um fator que o qualifique ou desqualifique. O Brasil sempre foi identificado por sua diversidade, e não é o preconceito idiota que irá falar mais alto. Todos precisam trabalhar para que tenham as mesmas oportunidades e alcancem o sucesso por méritos, não por acomodações políticas. Atitudes como quotas e demais ações anti-racismo, são apenas paliativos políticos, só resolveremos o problema quando nos livrarmos dos preconceitos, assim seremos dignos de pertencer a uma sociedade de verdade.
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